Post fixo

Henri Meschonnic: Europa Entre Literatura e Tradução

Pacelli Dias Alves de Sousa Henri Meschonnic (1932 – 2009) foi poeta, professor e linguista. A função que o consagrou e levou seu nome e obra adiante, por sua vez, foi a de tradutor, conhecido especialmente pela tradução do Antigo Testamento da Bíblia. Para o professor francês, traduzir era um trabalho basilar dentro do pensamento, nunca algo mecânico ou somente técnico, mas disciplina e laboratório … Continuar lendo Henri Meschonnic: Europa Entre Literatura e Tradução

Post fixo

Lessing e a Invenção da Arte

Lucas Bento Pugliesi Sob o risco do  leitor morrer de tédio, desculpo-me por antecedência por iniciar o percurso da discussão sobre a edição das obras de Lessing, a partir do ressuscitar de velharias; contudo, sem elas, me parece, o pensamento  do autor perde em termos de contextualização. Principiamos por Alberti, figura central do Renascimento, que operou no século XV uma inédita organização da tendência em … Continuar lendo Lessing e a Invenção da Arte

Estética e Teatro no Século das Luzes

Se até o século XVIII o teatro alemão era dominado pela pompa barroca, com o Iluminismo os palcos (e o pensamento estético) são tomados pelo otimismo e pela possibilidade de conhecimento Um dos mais proeminentes representantes do Século das Luzes na Europa, Gotthold Ephraim Lessing foi autor, dramaturgo, crítico e filósofo de arte. Neste volume, suas obras mais importantes ganham, já não sem tempo, a devida homenagem e compilação de … Continuar lendo Estética e Teatro no Século das Luzes

Clássico Renascido

Quando Friedriech Hölderlin, o grande poeta romântico alemão, traduz Antígona, de Sófocles, guia-se pelo pensamento mítico-trágico, oferecendo, na interpretação de Kathrin Rosenfield, uma leitura sui generis e de incrível conhecimento histórico e antropológico. Em trabalho de reconstituição do método tradutório, a obra analisa elementos como ritmo, som e sentido, evidenciando a originalidade e extensão da tradução do poeta alemão. A versão de Hölderlin transcende leituras canônicas e mantém-se fiel … Continuar lendo Clássico Renascido

Boris Schnaiderman – In Memoriam

Os tons verbais carregados de subjetivação de Górki, a intensidade dramática e ficcional das ideias de Dostoiévski, a simplicidade impressionista de Tchékhov, os contos de Bábel, o pensamento de Iúri Lotman, entre outros (Tolstói, Guenádi Aigui, Maiakóvski…), passaram a ter uma alma mais vernacular mercê do talento e do esforço de Boris Schnaiderman, falecido nesta quarta-feira (18/05), em São Paulo, um dia após completar 99 … Continuar lendo Boris Schnaiderman – In Memoriam

Em defesa do impostor

Cyril Aslanov Onde há poética ou poetas, o imperativo de transparência não pode ser mantido… a mentira é uma parte constitutiva da atividade poética. O tradutor seria manipulador e mentiroso por ser poeta. Se não fosse poeta, correria o risco de ser um tradutor ruim Pretendo analisar o ato da tradução como uma difícil negociação entre uma transparência ideal e a tentação de enganar o … Continuar lendo Em defesa do impostor

Dramaturgos do Submundo no Grande Mundo

Lamentavelmente, só alguns dramaturgos do século XVI tiveram o privilégio de encenar e cumprir os assassinatos de seus inimigos em um palco de teatro. Mas quem é que nunca fantasiou com essa montagem na vida real? Ao falar em dramaturgia elizabetana é natural que somente se pense em Shakespeare e em suas peças de maior sucesso, porém quase nada se registra sobre seus contemporâneos, dramaturgos … Continuar lendo Dramaturgos do Submundo no Grande Mundo