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Ele, Maiakóvski

Julia Izumino Em meio à concorrência de programas, projetos e vanguardas artísticas que se desenvolviam no começo do século XX na Rússia, desde as formas messiânicas da poesia pura do Simbolismo até a força de libertação dos limites da arte burguesa que impulsionava os Cubo-futuristas, foi o Construtivismo que conseguiu, pela primeira vez, estabelecer no cânone e na crítica uma arte que operasse uma revolução … Continuar lendo Ele, Maiakóvski

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Um Homem, uma Mulher e a Bossa Nova

Gilberto Mendes* Foi preciso um francês, Claude Lelouch, para imortalizar no cinema uma coisa que é nossa: a atitude desprendida, “nobre e sentimen­tal”, a simplicidade no viver a grandeza da vida cotidiana, a fidelidade ao maior amor “que não seja imor­tal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. O sentimento drumondiano do mundo, o homem e a vida em primeiro lugar são … Continuar lendo Um Homem, uma Mulher e a Bossa Nova

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É a História Fruto do Acaso ou Obedece a uma Lógica Maior?

Lucas Bento Pugliesi Políbio foi um historiador grego que viveu durante o período de ascensão da República Romana ao estatuto de grande potência bélica (século II a.C.). Seu projeto monumental, As Histórias, em 40 volumes (dos quais, apenas os cinco presentemente editados pela Perspectiva nos chegaram completos) se interroga, primariamente, sobre os anos de transição entre os quais a república da península itálica sedimentou seu … Continuar lendo É a História Fruto do Acaso ou Obedece a uma Lógica Maior?

O Golem: Reflexos Populares de uma Antiga Lenda Judaica

Juliana Eliezer         Quando escreveu O Golem (Editora Perspectiva, 2017), publicado pela primeira vez na forma de folhetim, em capítulos, no jornal iídiche americano Jewish Daily Forward, nove anos ainda separavam Isaac Bashevis Singer do Prêmio Nobel que lhe foi conferido em 1978 pelo conjunto de sua obra literária. O autor, ainda pouco conhecido, atualizou a lenda judaica do golem, o gigante de barro, recontando-a … Continuar lendo O Golem: Reflexos Populares de uma Antiga Lenda Judaica

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As Perfeições de Robert Musil

Rafael Rocca “Musil foi um dos mais espirituosos estilistas em língua alemã, aforista de primeira ordem, e em outros trechos, de evocativa força poética”. Com essas palavras, Otto Maria Carpeaux, o grande crítico literário que se fixou em terras brasileiras, define o estilo de Robert Musil no conjunto de sua obra. Artista da palavra, mestre da intrincada psicologia das relações humanas, Robert Musil está renascendo … Continuar lendo As Perfeições de Robert Musil

E você, é racista?

Jolie Antunes Em algum momento da vida, alguém deve ter-se deparado, em rodas de conversas sobre questões raciais, com frases do tipo: “Eu não sou racista, tenho até amigos negros”, ou “No Brasil não há mais racismo, ele acabou há mais de cem anos com a abolição”. Frases como essas permeiam a linguagem de muita gente na sociedade, por vezes talvez até no inconsciente do … Continuar lendo E você, é racista?

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É Preciso Salvar os Direitos Humanos!

José Augusto Lindgren-Alves Direitos-do-homismo? Virou um apelido jocoso. […] A desgraça que assola no presente qualquer coerência doutrinária tem-se acentuado e levado cada um a coroar seu adversário com esse sufixo de execração ridícula: soberanismo, acusa um, direitos-do-homismo, replica outro. Régis Debray, Le Moment Fraternité.   Depois de haverem funcionado, no final do século XX, como última utopia secular universalista, capaz de mobilizar sociedades de … Continuar lendo É Preciso Salvar os Direitos Humanos!

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Quanto Tempo o Tempo Tem? Passado e Futuro, mas Principalmente, o que Há Entre Eles

Yuri Cortez No dia em que peguei pra ler o Entre o Passado e o Futuro, os meninos lá de casa resolveram que íamos começar a assistir “Dark” (2017), uma série de suspense que gira em torno de uma pacata cidadezinha no interior da Alemanha onde o tempo não parece funcionar como deveria. As coisas se repetem em um ciclo agoniante, as personagens estão presas … Continuar lendo Quanto Tempo o Tempo Tem? Passado e Futuro, mas Principalmente, o que Há Entre Eles

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Cidades Para Pessoas

Jaime Lerner * Se a vida, como disse Vinícius de Morais, é a arte do encontro, a cidade é o cenário desse encontro – encontro das pessoas, espaço das trocas que alimentam a centelha criativa do gênio humano. Encontro que tem que se traduzir em qualquer momento de convivência com a cidade, seja no trabalho, no transporte, e também no lazer. O trabalho de Jan … Continuar lendo Cidades Para Pessoas

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Uma Prece Escrita É Só a Lembrança de uma Prece: O Inverno de Aharon Appelfeld

Lucas Bento Pugliesi O filósofo do século XVIII Johann G. Herder notabilizou-se, entre outras coisas, por endossar a ideia de que não pode existir pensamento sem linguagem. Para além, o evento linguístico primordial se daria pela emergência da consciência. O ato reflexivo pediria uma ferramenta que lhe permitisse acontecer. Em sua concepção de história, Herder dará especial destaque à linguagem e a cultura que, para … Continuar lendo Uma Prece Escrita É Só a Lembrança de uma Prece: O Inverno de Aharon Appelfeld