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Tchékhov, Nosso Contemporâneo

Tchékhov ganhou espaço, à sua época, por seu caráter inventivo. Hoje, mais de um século depois de sua morte, prevalece a pergunta: por que Anton Tchékhov ainda nos interessa? Nas distantes paisagens russas, a figura e a obra de Tchékhov é dominante. Apenas aparentemente fechado em uma sensibilidade de fim de século, foi acusado de decadente por muitos de seus contemporâneos e idolatrado por outros … Continuar lendo Tchékhov, Nosso Contemporâneo

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Escotoma – Omissão e Negligência na Ciência

Oliver Sacks¹ Passei, como médico, quinze anos efetuando observações neurológicas, mas, em 1974, eu mesmo vivi uma experiência neurológica – experienciei, por assim dizer, a “interioridade” de uma síndrome neuropsicológica. Eu machucara gravemente os nervos e os músculos de minha perna esquerda ao realizar uma escalada numa parte remota da Noruega. Necessitava de uma cirurgia para ligar os tendões do músculo e de tempo para curar … Continuar lendo Escotoma – Omissão e Negligência na Ciência

O Ciclo do Totalitarismo

Ruy Fausto¹ Com a plena adesão da China a um capitalismo autoritário e com o governo autocrático “não comunista” de Putin, termina, pode-se dizer, um ciclo. Um ciclo que conduziu a China e a Rússia de sociedades oligárquicas com capitalismo incipiente e grande base agrária a sociedades de capitalismo selvagem e, consideravelmente, mafioso. É sobre esse processo que se trata de refletir. Eu o tomo … Continuar lendo O Ciclo do Totalitarismo

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Citação literária, para quê?

Lucas Bento Pugliesi Prática das mais recorrentes, e talvez constitutivas da literatura, é a citação. O meio literário tende a configurar um sistema debruçado sobre si, de modo que os textos frequentemente aludem, comentam, contrastam ou endossam seus antecessores em um gesto validador de uma espécie de série de objetos entendidos como parte de um mesmo todo. Assim, uma das principais vias pela qual um … Continuar lendo Citação literária, para quê?

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Henri Meschonnic: Europa Entre Literatura e Tradução

Pacelli Dias Alves de Sousa Henri Meschonnic (1932 – 2009) foi poeta, professor e linguista. A função que o consagrou e levou seu nome e obra adiante, por sua vez, foi a de tradutor, conhecido especialmente pela tradução do Antigo Testamento da Bíblia. Para o professor francês, traduzir era um trabalho basilar dentro do pensamento, nunca algo mecânico ou somente técnico, mas disciplina e laboratório … Continuar lendo Henri Meschonnic: Europa Entre Literatura e Tradução

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O Texto da Canção

Poeta-trovador de indiscutível qualidade literária, Carlos Rennó reúne sua produção em um livro para ser cantado. Lenine, Gilberto Gil, Tetê Espíndola, Arrigo Barnabé, Rincon Sapiência, Chico César, Paulinho Moska, Luiz Tatit são apenas alguns dos inúmeros parceiros que musicaram o cancioneiro poético de Carlos Rennó, figura proeminente na cena da vanguarda musical brasileira. Dono de raro talento lírico, o autor-trovador oferece ao público leitor letras-poesias … Continuar lendo O Texto da Canção

Manoel de Oliveira e sua Vertente Épica

Teatro. Política. Arte. Cinema. O épico brechtiano do cineasta português, suas múltiplas referências, seus múltiplos sentidos. O Cinema Épico de Manoel de Oliveira é claro em suas pretensões: comprovar que o cinema de Oliveira também se explica pela utilização e influência do teatro épico moderno, cujo maior teórico foi Bertolt Brecht. Para tanto, Junqueira perpassa toda a relação e admiração que tanto o cineasta quanto … Continuar lendo Manoel de Oliveira e sua Vertente Épica

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A Traição das Palavras

por Caio Cesar Esteves de Souza         Há alguns autores que são velhos conhecidos de muitos leitores, embora pouquíssimo lidos e até mesmo um tanto temidos por eles. Denis Diderot (1713-1784) entra nesse rol de escritores cujos nomes todos conhecemos e cujas obras raramente lemos, talvez por não sabermos muito bem como nos aproximarmos de seus textos. Conhecido por coordenar com D’Alembert (1717-1783) a escrita … Continuar lendo A Traição das Palavras

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Com Tinta Vermelha: uma Intersecção entre Memória, História e Ficção

por Juliana Eliezer Na nona de suas “Teses sobre o conceito de história”, de 1940,  Walter Benjamin examina o desenho expressionista Angelus Novus, do pintor alemão Paul Klee, que retrata um anjo de asas abertas, apresentado como se olhasse para o exterior do quadro, e cuja expressão é de inquietude. O “anjo novo” deveria ser o mensageiro de um novo tempo; entretanto, diz o crítico … Continuar lendo Com Tinta Vermelha: uma Intersecção entre Memória, História e Ficção

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Poesia de Facebook e Outras Maravilhas do Capitalismo Tardio

Yuri Wittlich Cortez         Quando eu estava no segundo ano da faculdade, acho que há uns três mil anos já, pegamos pra ler “Narrar ou Descrever?” do Georg Lukács. Recomendo a leitura a qualquer pessoa que goste de literatura; é um ensaio em que Lukács compara as cenas de corrida de cavalos em Ana Karenina e Naná, e demonstra como a posição social dos dois … Continuar lendo Poesia de Facebook e Outras Maravilhas do Capitalismo Tardio