Quanto Vale a Sua Felicidade?

Quando a busca pela felicidade passa a figurar em pautas científicas e políticas, é o momento de tirar um segundo para entender o que queremos dizer quando falamos em “ser feliz”.

Cada vez mais, pesquisadores defendem que a medição de prosperidade deva levar em conta mais o nível de satisfação pessoal do o controverso PIB. Por quê? Quais as implicações disso? Do pessimismo de Sófocles às esperanças de Thomas Jefferson, a felicidade é sempre um tema quando se pensa o ser humano. Mas, se a felicidade é algo conceitualmente tão escorregadio, como seria possível tomá-la como base para definir políticas públicas e medir a prosperidade econômica?

Dicionario incompleto da felicidade_DIC_2018

Qualquer um que tente defini-la se vê com um emaranhado multidisciplinar de conceitos que abrange a psicologia, a antropologia e a sociologia. Esse é apenas um dos pontos de discussão atuais que  O Dicionário Incompleto da Felicidade, de Isaac Epstein,  busca esclarecer – daí a designação de “incompleto” que o autor atribui à obra –, cujos resultados terão repercussão na vida de todos nós.

Da verificação de práticas que buscam inspirar estados de alegria interna, como a “Atenção Plena”, passando pelos princípios do chamado “FIB – Felicidade Interna Bruta”, índice que tem por finalidade aferir e classificar essa sensação subjetiva, O Dicionário procura levantar, em 39 verbetes, a experiência da felicidade nas diversas situações em que o ser humano se vê implicado durante o seu trajeto pessoal de vida e seu impacto na economia e nas políticas públicas.


Butão é um pequeno país com pouco mais de 800 mil habitantes e área menor que a do Estado do Rio de Janeiro, isto é, o Butão tem 38.394 quilômetros quadrados. Fica  espremido entre os dois países mais populosos do planeta, a China e a Índia, ambos com mais de 1 bilhão de habitantes. Entre outras particularidades, o Butão adota, desde 1970, um indicador do andamento de sua economia e prosperidade que é diferente do indicador internacional adotado pela maioria dos países. No lugar do PIB, ou Produto Interno Bruto, o Butão adota o FIB, para a Felicidade Interna Bruta. O FIB pretende medir a qualidade de vida de uma maneira mais holística do que o PIB, e baseia-se na consideração de que o desenvolvimento benéfico da sociedade ocorre quando o desenvolvimento material e o espiritual andam lado a lado, se complementam e se reforçam mutuamente. O FIB inclui a harmonia com a natureza e a preocupação com o sofrimento da população. A felicidade se torna, nesse ideário, uma questão mais social do que apenas individual. Nesse contexto, o próprio significado da palavra “felicidade” é bastante diverso do que apresenta na sociedade de consumo.


Isaac 04ISAAC EPSTEIN

Formado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo – USP (1950), especializado em técnicas modernas de construção pela Association pour l’Organisation des Stages dans l’Industrie Française (1963), mestre em Filosofia (1983) e doutor em Ciências da Comunicação (1991) também pela USP, foi professor com vasta experiência na área de teoria da comunicação e uma referência em comunicação científica. Publicou, entre outros, Cibernética e Comunicação (como organizador, Cultrix, 1973); O Signo (Ática, 1986); Te o r i a da Informação (Cultrix, 1986); Revoluções Científicas (Ática, 1988); Gramática do Poder (Ática, 1993). Nos últimos anos, ministrou palestras e minicursos e, enquanto a saúde permitiu, elaborou e reviu as provas deste Dicionário Incompleto da Felicidade.


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