Epítome dos Centros Urbanos

De grandes projetos a espaços decadentes, o planejamento urbano foi um fator fulcral no decorrer do século xx. Em Cidades do Amanhã ele é alvo de análise fundamental e de amplo panorama pela pena de Peter Hall.

Publicado com a inovadora proposta de expor e aprofundar em minúcia a história crítica do planejamento urbano, Cidades do Amanhã, nesta 4a edição, incorpora novas e numerosas pesquisas realizadas no decorrer da última década, mantendo a absoluta relevância para o estudo de arquitetura e urbanismo.

 

 

Cidades do amanha_4ed_3D_AU01

Peter Hall desenvolve, se não a conciliação entre teoria e prática, um estudo detalhado acerca de ideias e seus impactos, e analisa as consequências urbanas e sociais causadas pela revolução informacional.

Ao se debruçar sobre as ideias de visionários, críticos e autoridades que foram protagonistas na difusão e adoção de ideários e concepções que marcaram as grandes revoluções urbanas a partir do final do século XIX, Peter Hall reconstitui o desenvolvimento, os debates e os embates das correntes de pensamento voltado à organização do ambiente urbano e escrutina as grandes e pequenas intervenções e operações nas cidades, analisando interesses escusos e manifestos, e suas consequências estruturais e sociais. Escrito e atualizado por uma das figuras mais reverenciadas da área, quase três décadas após a publicação da primeira edição, Cidades do Amanhã permanece incomparável em suas considerações acerca da história do planejamento, oferecendo uma perspectiva crítica e global do design urbano através dos últimos 150 anos.

 

Finalmente, este e um livro sobre ideias e seus impactos. Consequentemente, as ideias ocupam o centro e a frente do palco; os impactos sobre o solo são nitidamente cruciais também, mas serão tratados como expressões – as vezes, e certo, quase irreconhecíveis de tão distorcidas – das ideias. Isto ajuda a explicar duas das principais idiossincrasias do livro. Primeiramente, visto que ideias tendem a vir antes, inclina-se ele firmemente em direção aos primeiros quarenta anos do século XX. Secundaria e conjuntamente, muitos exemplares essenciais do planejamento concretizado no solo foram tratados por alto ou nem sequer mencionados. Livros, como outras tantas substâncias nocivas, deveriam portar avisos, e, neste, a mensagem a ler seria: Não leiam este livro como um manual de história do planejamento; pode ser perigoso para a saúde, mormente se estiverem em época de exames na universidade. Isso tudo ai vai, como não podia deixar de ser, à guisa de apologia. As óbvias omissões e confusões do livro serão um prato cheio para os críticos; nesse ínterim – visando a aparar algumas de suas observações e prevenir os compradores em potencial contra despesas temerárias e consequente desapontamento –, cumpre-me fixar as linhas mestras do tema de maneira um pouco mais pormenorizada, a fim de fornecer um guia para o matagal que se avizinha.

 

 

MARTIDoutorou-se pela Universidade de Cambridge e
foi professor de Planejamento e Requalificação
Urbana em diversas universidades, como a
Bartlett School of Architecture and Planning,
London School of Economics e Universidade da
California.
Foi presidente da The Town and Country
Planning Association e da Regional Studies
Association na Inglaterra. Faleceu em 2014
aos 82 anos, tendo publicado cerca de 40 livros sobre planejamento urbano e regional, incluindo The World Cities, Urban and Regional
Planning, Cities in Civilization, Urban Future 21 e The Polycentric Metropolis




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